terça-feira, 4 de agosto de 2020

Novos fundamentos de gestão em tempos de crise 


Por Omar Taha*

 

Durante anos, alguns fundamentos básicos deram suporte e embasamento à gestão empresarial, sempre considerando os modelos organizacionais que possibilitam o desenvolvimento das atividades e sustentabilidade. Direção, metas, capacidade de investimento, custos, marketing, recursos humanos, controladoria, gestão contábil e financeira, planejamento etc., fundamentaram tais ações. 

 

A empresa é um organismo vivo, dinâmico e absolutamente inserido no contexto social que a permeia, com elevada relação de dependência e interatividade junto ao meio ambiente. Essa interatividade ocorre com clientes, sócios, fornecedores, colaboradores, parceiros institucionais ou não, governo, municipalidade, órgãos reguladores, entidades associativas etc. Desta forma, a empresa torna-se altamente sensível às alterações conjunturais mercadológicas e a outras perspectivas socioeconômicas, além de fatores intrínsecos acadêmicos e tecnológicos que permitem estabelecer novas abordagens comerciais e estratégicas.

 

Periodicamente, alguns fundamentos de gestão empresarial devem ser revisados. Outros, incorporados. Alguns, inclusive, descartados de forma a dar suporte ao processo de evolução natural do desenvolvimento intrínseco da empresa frente a essas necessidades.

 

Três fundamentos merecem destaque em tempos disruptivos como o que vivemos, pois permitirão uma adaptação mais consistente na atividade empresarial contemporânea: governança, inovação e propósito.

 

A governança define as instâncias de poder dentro da empresa. Entretanto, modelos de governança têm implicações sérias nos saltos evolutivos e adaptativos da empresa frente às conjunturas adversas ou mercados em constante mutação. Devem-se considerar muito mais do que horizontalização de organogramas, destacando a cultura de modelos matriciais sempre como resultado de análise permanente das tendências de mercado e nichos específicos de atuação da empresa que deverão orientar a gestão. Os modelos matriciais internos, por exemplo, são arranjos circunstanciais determinados pela necessidade de atuação operacional focada de setores distintos da empresa para resolução de questões estruturais e a união de áreas diversas da empresa, como contabilidade, mercado, TI , RH e financeiro, potencializando decisões como a escolha de um novo software de gestão até aquisição de outras empresas ou abordagem de mercados inexplorados.

 

A inovação – novas maneiras de apresentar os produtos e serviços que agregam valor às mesmas – vive um certo modismo, mas deve sair do discurso e partir para prática imediatamente, com movimentos que, se possível, busquem a disrupção. Isso acaba incomodando alguns setores da empresa que insistem em não sair da zona de conforto. Mas, não devemos ter medo de quebrar os ovos: é de lá que saem as omeletes.

 

De que vale tudo isso sem propósito? Sem saber para onde vamos e quem iremos encontrar, como vamos tomar as melhores decisões? Você sabe por que sua empresa foi criada ou qual a sua relação com o propósito dela? Ela está sendo de fato útil ao contexto social, tem o dom de melhorar a vida de todos públicos envolvidos nas suas operações, relações de trabalho e de mercado? Essas perguntas devem entrar na agenda da alta direção da empresa e contaminar todos os colaboradores, se possível, de forma coerente e integrada. Toda empresa têm um propósito. O problema é não serem coerentes com as necessidades da sua comunidade ou com o meio ambiente onde está inserida.

 

Trata-se obviamente de fazer escolhas: todas bem pensadas e planejadas. Definitivamente temos que sair da zona de conforto e buscar soluções mais engenhosas para estes novos momentos.

 

*Omar Taha é médico e especialista em gestão empresarial, presidente da Unimed Londrina e Coordenador do Conselho de Administração da Central Nacional da Unimed

 


domingo, 5 de agosto de 2018

Planos de Saúde:A Bola da Vez !


Planos de Saúde : a bola da vez !

Os meios de comunicação divulgaram recentemente reclamações generalizadas contra os planos de saúde. Pesquisa da Associação Paulista de Medicina constatou que 96% dos usuários de planos de saúde do estado de São Paulo tiveram dificuldade para usar o serviço. Demora em marcar consultas e exames, longa espera em pronto atendimento, falta de hospitais para a internação, demora para a aprovação de cirurgias são as principais queixas.
A divulgação dessa pesquisa coincide com uma discussão sobre os índices de aumento dos planos e até a atuação da ANS Agência Nacional de Saúde foi questionada pela Ministra Carmen Lúcia, ao propor controle mais adequados às regras de coparticipação nos planos de saúde. Ficou tão confusa a proposta da ANS referente ao limite da coparticipação e franquia que a mesma foi retirada.
O diálogo entre o Sistema de Saúde Suplementar e a comunidade, sempre foi enviesado e nem todas informações chegam a população. A diferença entre os índices de inflação geral e a inflação saúde, por exemplo, no último ano foi de mais de 100%: enquanto o IPCA apontava para uma taxa de 6,28% a inflação saúde, no mesmo período era 12,8%. A culpa não é do aumento dos planos de saúde, mas sim do aumento do custo dos insumos e utilização dos recursos de saúde existentes para oferecer ao beneficiário.
Envelhecimento da população associado à longevidade, surgimento de novas tecnologias e medicamentos, judicialização do setor, estes e outros fatores fazem crescer estes custos sem que a receita das operadoras e das cooperativas médicas aumentem proporcionalmente. A análise contábil das Cooperativas médicas demonstrará que não há margem de lucro ou quando existem são exíguas, não ultrapassando 1 ou 2 %; justifica-se a existência das mesmas para oferecer mercado de trabalho aos profissionais da área.
É preciso desmistificar que as operadoras e as Cooperativas médicas tenham altos ganhos com o sistema e que a ANS – Agência Nacional de Saúde faz o jogo das cooperativas médicas: ao contrário: disciplina com rigor um setor que é altamente conturbado. O atendimento à saúde no Brasil é peculiar: aportes públicos são menores do que os da iniciativa privada, ainda que os primeiros se prestem a atender toda a população e os segundos se destinem a arcar com as despesas dos participantes dos planos privados, que atendem cerca de 50 milhões de pessoas.
Em 2013, as despesas totais do Brasil com saúde foram de R$ 450 bilhões, ou 9,2% do PIB. “Entre as dez maiores economias do mundo, só no Brasil a despesa privada é maior que a pública”, observa Francisco Balestrin, presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). Do gasto total do país com a demanda, 44% vieram da saúde pública e 56% do setor privado — este último composto pelos gastos com saúde suplementar e também consultas, exames, pequenos procedimentos e medicamentos pagos pelo cidadão. Já a despesa per capita com a saúde é bem maior no setor privado que público: R$ 2.189 ante R$ 980 (Anahp).
Os resultados obtidos pela pesquisa não podem ser extrapolados para todo o Pais; instituições idôneas revelam acima de 90 % de satisfação em relação ao plano de saúde em nossa região e em outras. Planos de saúde, beneficiários e a ANS têm uma relação complicada: a agência inclui sempre novos procedimentos no rol dos planos de saúde; o valor pago pelo beneficiário, muitas vezes é fixo; os pacientes ficam com um crédito para usar o plano; se os ajustes não forem proporcionais à essas demandas e não existirem mecanismos de regulação , como é o caso da coparticipação, o sistema entrará rapidamente em falência o que já vêm ocorrendo em algumas praças. Aí a população deverá contar apenas com o atendimento do SUS.É uma opção viável?

Omar G Taha
Médico, 59 anos, presidente da Unimed Londrina, MBA em gestão em saúde pela FGV; especialização em Saúde Pública pela FIOCRUZ e pelo CHA – Cambridge Healthcare Alliance , MA

terça-feira, 12 de maio de 2015

As causas do Alto Custo da Saúde

O modelo de assistência à saúde baseado em exames e internações foi debatido na mesa redonda sobre o aumento dos custos e o futuro da saúde privada, realizada nesta segunda (11), no 2º Forum a Saúde do Brasil, promovido pela Folha, mediado pela repórter especial Cláudia Collucci.

A cultura de realizar mais procedimentos para ter mais lucros e a crença de que a melhor forma de cuidar da saúde é usar a tecnologia foram apontados como causas importantes do alto custo da saúde no Brasil por Martha Regina de Oliveira, diretora-presidente substituta da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

"É preciso repensar o que significa resultado em saúde. Não é só a quantidade de procedimentos realizados", disse Oliveira.

Como exemplo, ela diz que, enquanto em países da Europa e América do Norte são realizados 40 exames de ressonância a cada mil pessoas por ano, no Brasil este número sobe para 80.

"É o dobro. Se pelo menos a gente tivesse os mesmos resultados em saúde, eu já estaria feliz."
Para Francisco Balestrin, presidente do conselho de administração da Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), apontar este ou aquele setor da cadeia de serviços de saúde como causa do problema não leva a lugar nenhum.

Balestrin afirma que é preciso mudar o modelo de gestão com ações como a criação de redes, a partir de instituições hospitalares, que incluam desde assistência primária até os serviços de tecnologia. A reunião de diferentes instituições para a compra conjunta de medicamentos, diminuindo seu custo, foi outro exemplo de novas formas para gerir serviços de saúde citadas por Balestrin.

"O desperdício da verba para a saúde não é causado só pela corrupção", disse Balestrin, referindo-se à primeira mesa do fórum, em que Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), citou a máfia das próteses durante o debate.

O envelhecimento da população, o aumento de doenças degenerativas e a crise macroeconômica foram citados pelo representante dos hospitais privados, ao afirmar que os custos das instituições hospitalares tiveram um aumento de 13%.

Esse panorama deve ser encarado com um tipo de assistência em saúde que Eudes Aquino, presidente da Unimed Brasil, chama de "horizontalizada", baseada em promoção de saúde, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação.

Ele também defendeu as parcerias público-privadas como um dos caminhos para melhorar o atendimento à saúde. "A medicina privada não pode ser o muro das lamentações do insucesso do plano de saúde nacional".

Os três participantes da mesa apontaram as parcerias como um caminho para o futuro da medicina privada.

"Nós do setor privado, sob a liderança ou com a colaboração da ANS, precisamos buscar ações estruturais para criar um novo modelo de gestão", disse Balestrin. 

Fonte: Folha de São Paulo/ 12.05.2015

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Como a Unimed construiu a maior rede hospitalar privada do País


Durante muitos anos existiu uma separação clara entre operadoras de planos de saúde e administradoras de laboratórios, clínicas e hospitais.

No entanto, a popularização da saúde privada,decorrente da cronificação da crise da saúde pública aliada ao acirramento da competição, fez com que muitas delas optassem por atuar de forma verticalizada. Não bastava mais ter parceiros conveniados.

Era preciso construir hospitais, prontos-socorros, laboratórios e centros de diagnóstico próprios. O objetivo era claro: reduzir custos e aumentar a lucratividade. Nessa estratégia, ninguém foi tão longe quanto a rede Unimed. Silenciosamente, a miríade de 360 cooperativas, federações e confederações que formam a Unimed, uma potência que faturou R$ 39 bilhões e conta com 19 milhões de segurados, montou o maior grupo privado do setor de saúde no País.

São 110 hospitais, 170 prontos-socorros, 69 laboratórios e 43 centros diagnósticos – em termos de estrutura, está atrás apenas das Santas Casas, que não têm fins lucrativos, donas de 454 hospitais geridos individualmente. Esses números mudam rapidamente ; a cada semana surgem novas unidades.

É que apenas neste ano serão inaugurados ou reformados oito hospitais, representando um desembolso de R$ 150 milhões. “Esse tipo de investimento é uma tendência para as empresas que atuam com saúde complementar”, diz o médico Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed, a associação entre diferentes federações de Unimeds, criada para atender planos corporativos de empresas presentes em diversos Estados. Essa estratégia começou a ganhar força a partir de 2005.

Apenas para chegar aos seus atuais cinco mil leitos foram gastos R$ 2,5 bilhões. Os resultados já começam a aparecer na “ponta do bisturi”. Além de fazer o dinheiro circular dentro do sistema, direcionar segurados para um de seus hospitais pode significar uma diferença de preços de até 1.000% na compra de insumos e em cirurgias complexas, como as cardíacas. O montante é diretamente proporcional à complexidade do caso.

Alguns cooperados têm uma visão contrária à verticalização. De alguma forma entendem que a iniciativa de edificação dos serviços hospitalares devam ocorrer entre os próprios médicos. Porém , quem se habilita?
  

Basicamente é uma questão de gestão. Para reembolsar um hospital conveniado pelo uso de um cateter duplo, por exemplo, a Unimed gasta R$ 1,3 mil em uma rede conveniada. Quando ela mesma compra esse insumo hospitalar, a conta fica em R$ 180. Observando pela ótica da despesa e da aritmética, fica evidente que a opção das Unimeds faz sentido. “De fato, ter o próprio hospital permite um controle muito maior sobre toda a complexa cadeia de fornecedores da saúde, o que deve se traduzir em resultados melhores”, diz Silvio Laban, coordenador dos MBAs da escola de negócios Insper. “Por outro lado, muitas vezes a formação básica dos gestores de planos de saúde é a medicina, e é complicado administrar um hospital sem conhecimento de gestão de negócios.” É nesse ponto que reside o maior risco para as Unimeds. Mesmo internamente, seu gigantismo é visto como força e fraqueza simultaneamente.


Tanto isso é verdade que a piada predileta dos funcionários é se referir ao sistema como “Complexo” Unimed, que pode ser compreendido tanto como uma forma de demonstrar seu tamanho, quanto pela dificuldade de entendê-lo.

Fonte:Revista Isto É Dinheiro
Editoria: Pág 72 / 73
Data: Maio/2013


terça-feira, 14 de maio de 2013

Deputado Eleusis Paiva critica importação de médicos


O Deputado Federal Eleuses Paiva (PSD), durante a abertura da JPR2013, fez uma crítica contundente à proposta do Ministro Alexandre Padilha através do Governo Federal, de importar 6000 médicos cubanos que atenderiam nas unidades básicas do País. 

Dr. Eleuses considera um absurdo essa medida e diz que, ao invés de estar preocupado em importar médicos de fora, o Governo deveria estar preocupado com a melhoria das condições de trabalho e salário dos médicos brasileiros, principalmente os que atuam na rede pública.

Eleuses disse que estes médicos não passaram pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições Estrangeiras, o Revalida. “Isso nos causa espanto. Principalmente porque o índice de aprovações de formados na Escuela Latino Americana de Medicina (ELAM) é muito pequeno” afirmou o deputado.

“Já está mais do que comprovado por estudos realizados pelo Conselho Regional de Medicina que não faltam médicos no Brasil; o problema é de distribuição geográfica. Então por que não realizar uma política séria de estimulo parta que os médicos busquem trabalho em regiões mais distantes?“ pergunta o Deputado.

Segundo os dados da Pesquisa realizada recentemente pelo CFM – Conselho Federal de Medicina existem 388.015 médicos no Brasil. Considerando que a população do País atualmente é de 193867.971 a taxa é de 2,0 profissionais por 1.000 habitantes.

O avanço nos últimos doze meses foi de 16.227, o que significa 4% em um ano. Seguindo essa proporção serão 400 mil médicos até o final de 2013. Como conseqüências desta taxa de crescimento do número de médicos elevam-se as inscrições de novos diplomas, as entradas de profissionais do mercado são maiores do que as saídas e há a chegada e jovens com longos anos de profissão a percorrer.

Portanto, segundo o Deputado a medida de importação além de desnecessária é inócua e desvaloriza o profissional médico brasileiro.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

JPR : A Jornada que virou Congresso


*Por Omar Taha

Por definição Jornada é um evento que se estende por um ou dois dias e tenta esgotar algum tema ou sub-tema dentro de alguma área do conhecimento humano, muitas vezes se utilizando de recursos simples como aulas, palestras ou mesas redondas onde participam alguns especialistas daquela área do conhecimento. Congressos, por outro lado, são eventos maiores, que congregam um maior número de participantes, palestrantes, modalidades diversas de apresentações e um universo maior de temas a serem debatidos.

Como definir a Jornada Paulista de Radiologia? Como enquadrar um evento que só esse ano contou com 18.000 pessoas envolvidas, centenas de professores convidados internacionais agregando dois Congressos Mundiais – o da FLAUS ( Federação Latino Americana de Ultra-som) e o da WUFMB (World Federation Ultrasound Medicine and Biology), centenas de palestras, aulas , work-shops, sessões hands-on, mesas redondas ,conferências, sessões interativas...etc. Para se ter uma idéia da dimensão deste trabalho apenas a Comissão Científica da Jornada Paulista coordenada pelo Dr. Renato Adam Mendonça , conta com 62 membros.

Podemos verificar que o trabalho de preparação da Jornada é realmente exaustivo e depende de centenas de profissionais das mais diversas áreas que vão desde especialistas de informática que programam os sofisticados painéis “touch screen” que ficam na porta das salas de aula , até os montdores de stands que criam quase uma mini cidade da radiologia no espaço ocupado no Centro de Convenções do Hotel Transamérica em São Paulo.

O resultado é muito evidentemente positivo. Nestes quatro dias praticamente todas as áreas do diagnóstico por imagem em medicina são escrutinados e dissecados em palestras que, de fato, estão voltadas para atualização em medicina. Anteriormente divididos por áreas de atuação dos grandes métodos como Tomografia , Ressonância Magnética, Medicina Nuclear , Mamografia, Raios x e Ultra-som, os últimos anos a tendência é agregar em temas e segmentos topográficos como , neuro, cabeça e pescoço, músculo esquelético, gastro intestinal , saúde da mulher , envolvendo mama , ginecologia e obstetrícia, rins vias urinárias e próstata.
Ë difícil escolher qual tema assistir na JPR. A conferência realizada, por exemplo, pelo Professor Sérgio Ajzen sobre Câncer de Próstata foi brilhante e terminou fazendo um questionamento que leva a reflexão: será que temos que fazer tantos diagnósticos assim? Será que estamos de fato contribuindo com a qualidade de vida dos nossos pacientes com a utilização de tantos métodos? O que o outros médicos, cirurgiões, oncologistas, clínicos estão fazendo com os nossos pacientes após o diagnóstico?

Também merecem destaque entre tantas as palestras do Dr.Steven Goldstein, de Nova Iorque, EUA , que abordou “Considerações Especiais em US em Gineco para o Paciente com Câncer de Mama”, o Dr. Claudio Pires, de São Paulo “Quando falar em US que o Tumor Ovariano é benigno”, Dr. Leonardo Accardo de Matos , São Paulo falando sobre “Endometriose Profunda”, Dr. Enzo Durante “Câncer de Mama – Avaliação US” , muitas palestras sobre Elastografia, sobe uso adequado e inadequado de equipamentos, etc...       

Enquanto isso se podia percorrer os corredores do Centro de Exposições, tanto para ver a Sessão de Painéis como verificar os stands das principais empresas fabricantes de equipamentos, softwares e insumos em geral voltados para diagnóstico por imagem onde podiam se ouvir diálogos em diversas línguas do planeta.

O professor Giovanni Guido Cerri na sessão magna da JPR fez uma análise sobre a decisão tomada há muitos anos atrás da necessidade e internacionalização da JPR. Naquela época,segundo ele , houve uma certa preocupação pelo fato do Hotel Hilton ter sido ocupado pelos 1000 participantes do evento. Agora, a Sociedade Paulista de Radiologia, que foi comandada nos últimos 3 anos pelo Dr. Ricardo Baaklini , associa-se ao RSNA (Radiological Society of North America) para realizar no próximo ano aquele que será um dos maiores eventos da radiologia do mundo: a JPR 2014.
Desta feita quem estará no comando será o novo Presidente da SPR empossado durante a Jornada, o Dr. Antonio José da Rocha que assume, segundo ele mesmo, “de olhos voltados para a pluralidade” com a desafiante esperança de estabelecer novas parcerias e fortalecer as já existentes.

E esta, de fato é a sensação que fica: como fazer uma Jornada cada vez maior sem perder a qualidade tornando o evento cada vez mais útil ao participante? Este é o desafio que se impõe às novas lideranças da Sociedade Paulista e nós como participantes assíduos estes eventos torcemos para que sejam bem sucedidos.

Omar Taha
Médico Radiologista
Diretor do Radiology.com.br     

segunda-feira, 18 de março de 2013

Índice Nacional de Satisfação do Consumidor: Laboratórios




Com queda, em fevereiro, de 10,3 pontos percentuais (de 67,6% em janeiro para 57,3%), o setor de hospitais e laboratórios fechou o mês com o menor nível de satisfação desde abril de 2012. A informação é do Índice Nacional de Satisfação do Consumidor, medido pela ESPM e criado pelo professor pesquisador da escola, Ricardo Pomeranz.

Na análise de 96 empresas de 24 setores, o indicador fechou o segundo mês do ano com retração de 0,6 ponto percentual, atingindo 43,4%. De acordo com o estudo, a queda na satisfação está diretamente relacionada à Operação Lava Rápido, da Polícia Federal, que mostrou a intenção de uma quadrilha de roubar processos da Secretaria da Fazenda para tentar oferecer serviços de redução de multas e até eliminação dos processos.

Também chamam a atenção as reclamações dos consumidores com os serviços prestados pelas empresas do setor, principalmente filas e longas esperar para realizar exames ou obter resultados. Neste segmentos, são analisados Albert Einstein, Dasa, Fleury e Clínicas POA. Convênios médicos As ações de patrocínio esportivo anunciadas por algumas operadoras de convênios médicos colaboraram para o aumento de 10,2 pontos percentuais na satisfação do consumidor com este setor, que passou de 48,1% em janeiro para 58,3% em fevereiro.

O investimento maciço em marketing foi visto, pelos internautas, mais do que uma simples ação de comunicação, mas como “uma parceria que vai além do imediatismo”. As empresas pesquisadas são Amil, Unimed, Intermédica e Golden Cross.

Primeiro e único indicador brasileiro com dados totalmente levantados na internet, o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor registrou, em fevereiro, queda na avaliação de 17 dos 24 setores pesquisados: - lojas de departamento 61,6% (-2 pontos percentuais) - indústria automobilística 60,2% (- 3 pontos) - bebidas (- 1,1 ponto) - personal care 76,1% (- 2 pontos) - alimentos 72,4% (- 4,5 pontos) - eletroeletrônicos 60,4% (- 0,3 ponto) - indústria farmacêutica 73,3% (- 2,5 pontos) - saneamento básico 38,8% (- 1,4 ponto) - energia elétrica 26,9% (- 0,7 ponto) - indústria digital 67,7% (- 0,2 ponto) - gás 53,1% (- 3,2 pontos) - seguradoras 63,9% (- 2,3 pontos) - telefonia fixa 38,6% (- 2,3 pontos) - bens de consumo 67,4% (- 3,1 pontos) - hospitais e laboratórios 57,3% (- 10,3 pontos) - transportes metropolitanos 31,6% (- 3,8 pontos) - telecom 23,6% (- 6 pontos) Os demais setores analisados registraram alta: - supermercados 75,5% (+ 3,8 pontos) - vestuário 75,5% (+ 1,5 ponto) - construtoras 52,4% (+ 7,3 pontos) - convênios médicos 58,3% (+ 10,2 pontos) - aviação 64,3% (+ 2,4 pontos) - drogarias 77,9% (+ 0,1 ponto) - bancos 47,1% (+ 4,7 pontos).

fonte: Veículo: Portal Segs
Editoria: Notícias
Data: 17/3/2013

domingo, 3 de junho de 2012

O Crescimento do DASA e a Radiologia Brasileira

O Grupo DASA especializado em medicina diagnóstica atingiu a receita de R$ 609,5 milhões no primeiro trimestre, o que representou um crescimento de 10,4 % em relação ao 1º trimestre de 2011. Este é um dos primeiros resultados anunciados após a reviravolta ocorrida recentemente que culminou com a ida do radiologista Romeu Cortes para a Posição de CEO acumulando a Presidencia do Conselho de Administração da empresa. 


O Grupo DASA - Diagnóstico das Américas , desde sua criação teve uma receptividade bastante polêmica entre os radiologistas. Desde o ano 2000 com a incorporação da tradicional rede de laboratórios Lavoisier de São Paulo pelo Grupo Delboni Auriemo, teve início a trajetória do Grupo Diagnóstico das Américas. Desde então a empresa segue numa sucessão de incorporações em várias localidades do País, como Rio de Janeiro e Curitiba, Goinânia. Em 2004 a empresa empreende um bem sucedimento lançamento de oferta de ações na Bolsa de Valores, tornando-se a mais capitalizada empresa diagnóstica do País.


Desta forma  , muitos profissionais que serviam os laboratórios incorporados passaram a atender no DASA e o volume de exames diagnósticos por imagem aumentou significativamente.No ano de 2008 foi indicado o nome de Marcelo  Noll Barbosa para a Presidência do grupo e a implantação de um sistema de governança corporativa mais estruturada com os sócios proprietários participando decisivamente do Conselho de Administração. No ano de 2009 , para reforçar o Conselho Administrativo entra o Professor Giovanni Cerri , atual Secretário de Estado da Saúde de São Paulo e na época chefe do Serviço de Radiologia do INRAD - Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da USP de São Paulo. Além disso é indicado o Dr. Renato Mendonça que era ligado ao Grupo Medimagem da Beneficiência Portuguesa de São Paulo e Vice-Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia.


Neste mesmo período ocorre um episódio importante: o Dr. Renato Mendonça candidata-se à Presidência do Colégio Brasileiro de Radiologia com eleição marcada para o Congresso Brasileiro realizado no Rio. Nessa mesma época mais laboratórios são incorporados no Rio outros laboratórios dentre estes o CDPI que têm à sua frente o Dr. Romeu Cortes também membro do Colégio Brasileiro de Radiologia.


Um certo temor espalha-se entre os radiologistas e divulga-se que o DASA vai incorporar todos os principais laboratórios de imagem do País e controlar os preços de exames e salários dos médicos. Um candidato de oposição Dr. Manoel Aparecido, de Brasília, apresenta-se ao Colégio Brasileiro de Radiologia e vence as eleições. Desde então ocorre uma espécie de divisão entre os radiologistas brasileiros - de um lado aqueles que são ligados às Sociedade de Radiologia dos grandes centros como Rio e São Paulo , e de outro lado radiologistas de outras localidades do País como o Paraná , Brasília, Rio Grande do Sul , Minas...etc...


O Dr. Romeu desde o início assume uma certa liderança no Conselho Administrativo do DASA e a gestão de Marcelo Noll começa a ser questionada apesar de alguns bons resultados econômicos obtidos. Neste momento - início de 2012 - o DASA dá mais uma reviravolta e o Presindente do Conselho de Administração Romeu Cortes assume também a Presidência do Grupo , contrariando os fundamentos de Governança Corporativa do IBGC , onde os proprietários devem , prioritariamente atuar de forma estratégica e os executivos contratados fazem a gestão.


E agora divulga-se o resultado  financeiro que demonstra o crescimento o DASA e a hegemonia que o grupo mantam na área de diagnóstico por imagem no País. Apenas em lembrete: em breve teremos novas eleições do CBR e mais uma vez grupos articulados contra e a favor preparam-se para um enfrentamento. Outro lembrete: na prática nem o DASA apertou a situação dos radiologistas tornando pior a situação destes profissionais ( pelo menos por enquanto) e nem o Colégio Brasileiro de Radiologia tomou qualquer medida que fosse eficaz no sentido de quebrar uma eventual hegemonia do grupo e "proteger" os radiologistas.






Omar Genha Taha
Editor do Radiology.com.br 



terça-feira, 15 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012


O Glamour da JPR 2012

A palavra glamour não existe nos dicionários em português. Mas alguns conseguem definir como magia, encanto, charme. A JPR 2012, que ocorreu recentemente no Transamérica Expo Center em São Paulo , ultrapassou todas definições possíveis em termos de organização e qualidade num evento científico. De fato, a impressão de cerca de 10.000 pessoas que circularam pelos amplos corredores do Transamérica foi de um evento glamouroso e completo em todos os sentidos – desde a logística , a área científica , comercial , social, político institucional, internacionalização dentre outros.


A programação buscou contemplar as mais diversas tendências atuais científicas da radiologia e diagnóstico por imagem e é difícil apontar alguma modalidade que tenha sido esquecida nesse evento. A qualidade das palestras oferecidas pelos mais de 80 convidados internacionais e outras centenas de convidados nacionais foi elogiada por todos. Concentre-se, por exemplo, no “Refresher Course: Mulher Pré & Pós-Menopausica Hormonal Replacement Therapy , Tamoxifen and Serm’s: their Effects on the Endometrium” , brilhantemente conduzido pela Dra. Marcela Bohm-Vélez de Pittsburgh , EUA, seguido da discussão apresentada pelo Professor Airton Pastore da Faculdade de Medicina da USP de São Paulo “What does Gynecologist Need to Know?”. Finalmente a discussão encerra-se com a própria Dra. Marcela falando sobre “Imaging of Pelvic Pain in The Pre&Postmenopausal Female”.Das 9 até as 10:40 da manhã discutidos , analisados e dissecados os principais aspectos do imagiamento em ginecologia endocrinológica , um tema sabidamente complexo até para especialistas, de forma clara e objetiva.

Enquanto isso, ônibus luxuosos de dois andares com ar condicionado, traziam incansável e gratuitamente os participantes hospedados em hotéis da região para mais um dia de Jornada. Nesse ponto cabe um reparo: o trajeto entre os hotéis e o Transamérica era praticamente desconhecido por parte dos motoristas o que acabou acarretando certo atraso no início da participação no evento.

Os stands estavam bem divididos e vários já se postavam logo na entrada do enorme saguão como o do Colégio Brasileiro de Radiologia, o do INRAD – Instituto de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Faculdade de Medicina da USP, o da Federação Mundial de Radiologia Pediátrica que divulgava a campanha Image Gently, dedicada à redução do uso de radiação ionizante em crianças, o stand do ICR 2014, que será no Egito, da Sociedade Internacional de Técnicos e Tecnólogos que promove um evento dentro de alguns dias em Ontário no Canadá , o stand da John Hopking Education com a apresentação e comercialização de aulas on-line de radiologia para profissionais e estudantes , dentre outros.

Logo na entrada duas demonstradoras com cestas de maçãs vermelhas davam as boas vindas aos participantes. Além disso, manteve-se a distribuição de um boletim diário com um release das principais atividades do dia como lançamento do livro sobre o pioneiro da radiologia brasileira, Dr. Manoel de Abreu, lançamento do livro Encéfalo organizado dentre outros autores pelos Professores Antônio José da Rocha, Renato Adam Mendonça e Leonardo Vedolin, lançamento do segundo livro do famoso radiologista Zé da Luz,de Ourinhos, interior de São Paulo, com novas histórias e reminiscências deste verdadeiro “self- maid man” da radiologia brasileira...lançamento do livro sobre a História da Medicina Nuclear no Brasil , editado pela jornalista Renata Donaduzzi (lembram-se , a que fazia a revista do CBR) ,livros do CREMESP sobre Ética em Ginecologia e Obsterícia , Conceitos de Bioética , etc...

A área comercial era um show a parte! As maiores empresas do setor como Philips, Toshiba, Agfa, GE Healthcare, Siemens, Samnsung (já sem o sobrenome Medison ) se esmeravam em trazer os melhores lançamentos mundiais como foi o caso do Accuvix  XG  da Samsung. As médias e pequenas empresas também tiveram seu espaço e, dessa vez, não ficaram ao fundo de saco do salão. Dentro de um novo “lay-out” projetado para distribuir salas de aulas, restaurante, painéis impressos e eletrônicos nas margens do evento, obrigatoriamente os quase 5.000 médicos participantes do evento tinham que circular por todos os lados do salão tendo assim a oportunidade de passar pelo stand da Eizo – monitores , cd Tech , Livraria Imagem – sempre lotada e com os últimos lançamentos , Ecoimagem, com a família Flinckte que é fornecedora tradicional de insumos para radiologia, dentre tantas outras empresas.

Até mesmo o RSNA – Radiological Society of North América tinha “stand” e o Presidente da entidade, George Bisset não somente deu aulas no setor de Radiopediatria, como participou das várias aberturas, como percorreu os corredores da JPR onde pode rever amigos e reforçar o convite aos brasileiros para que participem da Reunião Anual que este ano inclusive têm um derstaque especial para a radiologia brasileira (confira no filme de apresentação em www.rsna.org ).

Política, Economia e Festas

Políticos de vários naipes e estatura prestigiaram o evento . Desde o Professor Giovanni Cerri que ministrou palestra sobre “Estado de Arte em Radiologia” até o prefeito Gilberto Kassab , além de deputados estiveram presentes nos 4 dias do evento.O prefeito justificou sua presença afirmando que “não poderia deixar de estar presente num evento daquele porte e com a importância econômica para a cidade de São Paulo, tanto em termos científicos como econômico”.

Enquanto isso corria também, pelos corredores a discussão sobre a política associativa da Radiologia, alguns até preocupados já com as eleições para a nova diretoria do Colégio Brasileiro de Radiologia que deverá ocorrer logo em junho e dessa vez será realizada por carta , nos moldes do CRM e outras entidades médicas. Grupos se articulando , reuniões , formação de chapas , grupos , etc.. sempre aparentemente com “o objetivo de melhorar a situação do médico radiologista”. Esse é o discurso! Na prática o que esta acontecendo é que os grandes laboratórios tomaram conta do mercado e o setor esta cada vez mais profissionalizado no que diz respeito à modelos de gestão , informática etc...

Aliás, essa foi a tônica da palestra do economista Luiz Nassif que veio a convite da empresa Medical Systems e fez uma boa palestra analisando aspectos históricos da economia brasileira até desembocar na necessidade premente da profissionalização das empresas médicas no Brasil , particularmente aquelas ligadas ao setor de imagem , devido aos altos investimentos necessários para entrar no mercado e os altos custos de manutenção. Houve um grande debate sobre esta questão após a palestra de Nassif e muitas das observações apresentadas na plateia enriqueceram muito a discussão.

Essa foi a tônica em todo o evento: o publico , os médicos , tiveram uma participação brilhante assim como os técnicos , tecnólogos , enfermeiras , biomédicos e administradores em radiologia. Souberam aproveitar muito bem as oportunidades oferecidas num evento desta envergadura inclusive o show espetacular de abertura realizado pelos Demônios da Garoa e a Festa de Encerramento que congregou boa parte do público jovem presente.

Por isso mesmo, o termo “glamour” parece ser o mais adequado para adjetivar um evento que teve tantos acertos e foi tão grandioso para a radiologia brasileira.

Omar Taha –
Médico Radiologista
Editor do Radiology.com.br



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Caiu a Mortalidade Infantil

Existem alguns dados que realmente sinalizam alterações de forma significativa na qualidade de vida. Um deles é a taxa de mortalidade infantil, ou seja o número de mortes de crianças menores de um ano para cada mil nascidos vivos.O IBGE divulgou recentemente que a mortalidade infantil no Brasil caiu quase pela metade na última década.

De cada mil crianças nascidas vivas até um ano de idade, 15,5 morriam em 2010. Em 2000 esse número era de 29,7 - uma redução de 47,6 %.A notícia não poderia ser melhor.

A redução do índice de mortalidade infantil é uma meta perseguida há décadas por médicos sanitaristas , especialistas em saúde pública e também por todos os que têm noção da importância deste dado na avaliação da saúde do País.

O resultado representa um ganho significativo , apesar de estar ainda distante das taxas européias ou do Japão , por exemplo onde os índices são de até 5 mortes por mil nascidos vivos.Ainda estamos atrás de países como o Chile , a Argentina , o Uruguai , o México e Porto Rico.

Outra informação interessante é a análise que vêm embutida nosa dados do IBGE sobre os fatores que influenciaram essa queda, sendo os principais a redução da natalidade o aumento da escolaridade e da renda média no período.

Dados adicionais revelam que a maior redução ocorreu no Nordeste , 58,6% , região que cronicamente apresenta os índices mais elevados.A taxa de redução passou de 44,7 para 18,5´óbitos por mil nascidos vivos. As menores taxas ainda são as da região Sul: 12,6 mil.

Para o demógrafo Wilson Fusco da Fundação Joaquim Nabuco , em Pernambuco, essa redução esta relacionada aos investimentos sociais , como saneamento básico.

Também no Nordeste foram observadas as maiores altas na renda média , cerca de 21,7 % com uma queda  na taxa de fecundidade bastante significativa , cerca de 23,4%.

Tudo isso somado estabelece uma relação evidente: as mulheres estão optando por ter filhos com mais idade, devido principalmente à necessidade de se posicionarem no mercado de trabalho;isso acarreta numa redução da fecundidade, com um planejamento familiar quase natural , que acarreta redução da morbi-mortalidade infantil.

Um avanço significativo , também fruto das novas conjunturas políticas sociais e econômicas. Mas ainda temos muito a melhorar.

( Baseado em artigo publicado na Folha de São Paulo de 28 de abril de 2012, pág C6)

quinta-feira, 8 de março de 2012

A Interferência da Tecnologia na Evolução da Saúde

O uso dos raios X para fins de diagnóstico por imagem em medicina é a forma mais característica e emblemática da interferência tecnológica nos procedimentos ligados à saude, particularmente a saúde humana.

domingo, 6 de novembro de 2011

Mesmo que seja o Lula

Estava na banca de jornais estes dias e me surprendi com a reação de uma cliente que , ao ver as capas das revistas semanais daquela semana disse: "Não tem como escapar desta figura horrível figura do Lula? E completou: " Quero ver se ele vai tratar esse Câncer pelo SUS" e saiu pisando firme. Já tinha visto a campanha no Facebook ( "Lula, vá se tratar no SUS") e já previa o que viria a acontecer.

Agora , estou recebendo e-mails , inclusive de pessoas supostamente "éticas" desancando Lula  e obrigando ele a se tratar pelo SUS como se ele tivesse que se submeter à um remédio amargo como castigo pelo fato de ser um político famoso e pelas eventuais peripécias que aprontou no Governo.

Fiquei pensando : que triste ética esta que se espalha por todos os lados...um sentimento de raiva , vingativo como se a própria doença fosse uma espécie de "castigo merecido" que o tal político tem que enfrentar , se possível da pior forma possível , "pelo SUS" , enfrentando dificuldades e até com uma pontinha de desejo tipo " tomara que o tratamento não de certo".

Fico cada vez mais estupefato e surpreendido com as reações que as pessoas têm em relação às doenças dos políticos famosos - "se você é famoso prepare-se , qualquer coisa nós vamos torcer para que você se dê mal no seu tratamento!".

Considero esta uma atitude absolutamente anti-ética , desumana, típica de uma sociedade que vive uma grave patologia relacionada à banalização frente à doença frente à morte , frente aos princípios mais básicos de solidariedade e união da espécie.E me surpreendo também que isso não seja óbvio para a maior parte das pessoas.

Se o Lula foi ou é um político que algumas pessoas não gostam - no meu caso nunca votei em Lula , mas não deixo de admirar alguns aspectos da sua história , assim como considero péssimos outros - a meu ver a questão da doença do ex-presidente deve ser tratada com muita solidariedade e com todo apoio que se deva dar à qualquer ser humano com esse tipo de problema.

Coloque-mo-nos por exemplo no papel de médico do Lula ou de qualquer outro político . Então se discordar das idéias deste indivíduo vou tratá-lo de forma diferente ou inferior, vou deixar de utilizar todos os recursos que estejam disponíveis para tentar curá-lo ou aliviar o seu sofrimento? Ora, e se fosse o Fernandinho Beira Mar...também deveríamos tratá-lo mal ou desejar sua morte?

Bem , neste momento , dependendo da forma como você respondeu intimamente à esta questão uma grave questão ética esta colocada e a forma como ela vêm ocupando os espaços da mídia torna-a mais grave ainda configurando-se uma patologia social.

Sou médico; por dever de ofício sou obrigado à tratá-los igualmente como à qualquer outro indivíduo , mais ou menos rico , mais ou menos famoso, mais ou menos criminoso.

 E nós todos somos indivíduos da raça humana e devemos respeitar a doença de outros seres como nós desejando a sua melhora , a sua recuperação e ainda que tenha o melhor dos tratamentos.

Mesmo que seja o Lula!

*Omar Taha, 52 anos,  é médico em Londrina

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Médicos fazem protesto nacional




Os médicos credenciados junto às operadoras e aos planos de saúde se mobilizam para suspender o atendimento no dia 21 de setembro, em todo o país. Dessa vez, o alvo serão as operadoras que se recusaram a negociar a revisão dos honorários ou que apresentaram propostas consideradas irrisórias. 

A paralisação é um desdobramento direto do ato de 7 de abril, quando houve mobilização nacional dos médicos  contra os problemas observados na saúde suplementar.  

A escolha será feita com base no desempenho das negociações no âmbito estadual, sendo que uma lista com as empresas selecionadas será divulgada uma semana antes do protesto entre os médicos da região. 

“O nosso movimento já é vitorioso, pois tem conseguido rearticular as entidades médicas de todo o país em torno do objetivo comum dos médicos. Dentre eles, a nossa relação com os planos de saúde e a busca do atendimento ético aos nossos pacientes”, pontuou o coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU) e vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá. 
 
Um dia antes da paralisação (20/9), os médicos concederão uma coletiva de imprensa para expor as reivindicações da categoria. As entidades também solicitarão uma audiência com o ministro Alexandre Padilha.Outra estratégia em preparo envolve a veiculação de mídia para orientar médicos e a sociedade sobre os objetivos da paralisação. 

A categoria exige das operadoras a revisão dos valores pagos por consultas e outros serviços, tendo como parâmetro e referencia a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Também cobram o fim da interferência anti-ética das operadoras na autonomia do profissional.  

No entanto, a reorganização da própria assistência suplementar e sua relação com os médicos também está na pauta dos profissionais.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Empresário fica milionário explorando médicos


A matéria que você vai ler agora é assustadora. 
Mas é verdadeira!
Contém dentre outras declarações a repercussão da entrevista concedida pelo presidente da Amil à revista Exame onde ele afirma que enriqueceu sabendo explorar mão de obra qualificada e barata. 
Alguns questionam inclusive se a entrevista de fato aconteceu.Outros dizem que o teor do que ele falou foi diferente. 
Recentemente este e-mail foi enviado pelo Sindicato dos Médicos do Norte do Paraná para toda a base de médicos. Leia , reflita e tire suas conclusões:  
BILIONáRIO DA AMIL ADMITE QUE ENRIQUECEU EXPLORANDO MéDICOS

O impacto desta declaração, feita numa entrevista à Exame, não
repercutiu como devia
Em entrevista à revista Exame, o presidente da Amil, empresário
Edson de Godoy Bueno, em linguagem desabrida e triunfalista, não
escondeu os meios de que se valeu para enriquecer. Quando indagado
sobre o segredo de ficar bilionário tão rápido, em síntese,
respondeu: "Para mim, foi uma experiência que me trouxe grande
satisfação. Eu percebi que dispunha de mão de obra extremamente
qualificada, mas extremamente barata: o médico. Eu soube explorar
isso, e o resultado foi a Amil".

Logo, para o presidente da Amil, os fins justificam os meios, numa
espécie de ética enviesada, onde se permite utilizar o médico como
mão de obra barata e disponível à sede de ganho dos empresários da
saúde. Reconheça-se, contudo, a coerência do ricaço da saúde, ao
lançar mão de métodos pouco ortodoxos, como, por exemplo, medicina
por evidência, terceirização de serviços de alta complexidade,
redirecionamento de pacientes e apologia da ortotanásia com o
objetivo claro de cortar custos.
Logo, às favas com os escrúpulos, pois o que interessa é o
resultado grandioso, a gigante Amil, capaz de uma interferência
indevida no cerne da atividade médica, diagnóstico e tratamento,
afetando, por conseguinte, um contingente enorme de usuários deste
plano de assistência médica privada, vítimas frequentes da sua
ganância.

Infelizmente, o impacto desta declaração desastrosa não repercutiu
como devia, isto é, não serviu para aglutinar e organizar os
médicos numa posição de repúdio à exploração descarada e
explícita, que dá ao presidente da Amil um lucro fácil e fabuloso.
Os médicos, mais uma vez, perderam a oportunidade de virar a página
da submissão, quando não se desligaram desta operadora que avilta o
trabalho em seus consultórios, bem como os explora, enquanto
empregadora, em seus  seus hospitais próprios.

Falou mais alto a falta de consciência política dos médicos, que,
intimidados, preferem esmolar para se manterem credenciados. Com
relação aos usuários, o comportamento da Amil não é diferente:
prevalece a lógica do lucro escorchante, através de contratos
draconianos que sequer são cumpridos.

Esse plano de saúde ganhou uma dimensão nacional, lançando seus
tentáculos na direção dos três poderes da República, numa busca
calculada de áreas de influência, que se dá com o crescimento da
sua bancada no Congresso Nacional, com uma interferência descabida na
Agência Nacional de Saúde Suplementar e com uma tentativa de
aproximação do Judiciário, buscando abrandar os rigores da lei.
Para a infelicidade de médicos e usuários essa arremetida parece
exitosa.

O desrespeito aos médicos e aos contratos tem como  consequência
maior o sacrifício do doente. No caso da Amil, essa questão deve ser
considerada, sob pena da conivência do poder público com ações que
não primam pela benemerência, pelo contrário, se destinam a sugar
materialmente os usuários do plano, acarretando-lhes sofrimento e
decepção. O sentido de humanidade desaparece, como ideal
civilizatório, e surge a falta de indulgência, típica do
gangsterismo dos planos de saúde.

Tudo isso acontece sob os olhares omissos da Agência Nacional de
Saúde Suplementar, que não fiscaliza, rigorosamente, os serviços
prestados pela Amil, limitando-se apenas ao exame dos aspectos legais
de seus contratos. Jamais questionou a desobediência da Amil em
relação às normas emanadas do Ministério da Saúde, tampouco se
comportou como mediadora do conflito entre médicos, usuários e esta
operadora. Da mesma forma, nessa linha de imobilismo, encontramos os
Conselhos  Federal e Estaduais de Medicina, que, em momento algum,
repudiaram a declaração acintosa do presidente da Amil com base no
Código de Ética Médica. Essa passividade, diante de uma
exploração confessada, envergonha os médicos e deixa antever que o
infrator da ética médica, o médico Edson de Godoy Bueno,
continuará impune.

Sem o apoio decisivo dos seus Conselhos Éticos, aos médicos mais
corajosos cabe apenas denunciar aos usuários deste plano de saúde
que não têm independência sobre procedimentos que a eles cabe
decidir, do mesmo modo que são orientados a atender os pacientes, no
menor tempo possível, o que contraria as normas da Organização
Mundial de Saúde. Essas condições, impostas pela Amil, transformam
o usuário em paciente de segunda categoria e o médico, em seu algoz.
Na realidade, essa é a chave do sucesso do presidente da Amil: evitar
a confluência do desejo de um bom atendimento médico com o interesse
em atender da melhor maneira possível.

Fonte: Jornal do Brasil

sábado, 3 de setembro de 2011

About BI Business Intelligence (BI) and Radiology Decisions


Business intelligence (BI) mainly refers to computer-based techniques used in identifying, extracting, and analyzing business data, such as sales revenue by products and/or departments, or by associated costs and incomes.
BI technologies provide historical, current and predictive views of business operations. Common functions of business intelligence technologies are reporting, online analytical processing, analytics,data mining, process mining, business performance management, benchmarking, text mining and predictive analytics.
Business intelligence aims to support better business decision-making. Thus a BI system can be called a decision support system (DSS). Though the term business intelligence is sometimes used as a synonym for competitive intelligence, because they both support decision making, BI uses technologies, processes, and applications to analyze mostly internal, structured data and business processes while competitive intelligence gathers, analyzes and disseminates information with a topical focus on company competitors. Business intelligence understood broadly can include the subset of competitive intelligence. It can be used to help decisions in healthcare business , include hospital information systems (HIS) , radiology information systems (RIS) and picture archiving and communication system (PACS)