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terça-feira, 14 de maio de 2013

Deputado Eleusis Paiva critica importação de médicos


Deputado Federal Eleuses Paiva (PSD), durante a abertura da JPR2013, fez uma crítica contundente à proposta do Ministro Alexandre Padilha através do Governo Federal, de importar 6000 médicos cubanos que atenderiam nas unidades básicas do País. 

Dr. Eleuses considera um absurdo essa medida e diz que, ao invés de estar preocupado em importar médicos de fora, o Governo deveria estar preocupado com a melhoria das condições de trabalho e salário dos médicos brasileiros, principalmente os que atuam na rede pública.

Eleuses disse que estes médicos não passaram pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições Estrangeiras, o Revalida. “Isso nos causa espanto. Principalmente porque o índice de aprovações de formados na Escuela Latino Americana de Medicina (ELAM) é muito pequeno” afirmou o deputado.

“Já está mais do que comprovado por estudos realizados pelo Conselho Regional de Medicina que não faltam médicos no Brasil; o problema é de distribuição geográfica. Então por que não realizar uma política séria de estimulo parta que os médicos busquem trabalho em regiões mais distantes?“ pergunta o Deputado.

Segundo os dados da Pesquisa realizada recentemente pelo CFM – Conselho Federal de Medicina existem 388.015 médicos no Brasil. Considerando que a população do País atualmente é de 193867.971 a taxa é de 2,0 profissionais por 1.000 habitantes.

O avanço nos últimos doze meses foi de 16.227, o que significa 4% em um ano. Seguindo essa proporção serão 400 mil médicos até o final de 2013. Como conseqüências desta taxa de crescimento do número de médicos elevam-se as inscrições de novos diplomas, as entradas de profissionais do mercado são maiores do que as saídas e há a chegada e jovens com longos anos de profissão a percorrer.

Portanto, segundo o Deputado a medida de importação além de desnecessária é inócua e desvaloriza o profissional médico brasileiro.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Índice Nacional de Satisfação do Consumidor: Laboratórios




Com queda, em fevereiro, de 10,3 pontos percentuais (de 67,6% em janeiro para 57,3%), o setor de hospitais e laboratórios fechou o mês com o menor nível de satisfação desde abril de 2012. A informação é do Índice Nacional de Satisfação do Consumidor, medido pela ESPM e criado pelo professor pesquisador da escola, Ricardo Pomeranz.

Na análise de 96 empresas de 24 setores, o indicador fechou o segundo mês do ano com retração de 0,6 ponto percentual, atingindo 43,4%. De acordo com o estudo, a queda na satisfação está diretamente relacionada à Operação Lava Rápido, da Polícia Federal, que mostrou a intenção de uma quadrilha de roubar processos da Secretaria da Fazenda para tentar oferecer serviços de redução de multas e até eliminação dos processos.

Também chamam a atenção as reclamações dos consumidores com os serviços prestados pelas empresas do setor, principalmente filas e longas esperar para realizar exames ou obter resultados. Neste segmentos, são analisados Albert Einstein, Dasa, Fleury e Clínicas POA. Convênios médicos As ações de patrocínio esportivo anunciadas por algumas operadoras de convênios médicos colaboraram para o aumento de 10,2 pontos percentuais na satisfação do consumidor com este setor, que passou de 48,1% em janeiro para 58,3% em fevereiro.

O investimento maciço em marketing foi visto, pelos internautas, mais do que uma simples ação de comunicação, mas como “uma parceria que vai além do imediatismo”. As empresas pesquisadas são Amil, Unimed, Intermédica e Golden Cross.

Primeiro e único indicador brasileiro com dados totalmente levantados na internet, o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor registrou, em fevereiro, queda na avaliação de 17 dos 24 setores pesquisados: - lojas de departamento 61,6% (-2 pontos percentuais) - indústria automobilística 60,2% (- 3 pontos) - bebidas (- 1,1 ponto) - personal care 76,1% (- 2 pontos) - alimentos 72,4% (- 4,5 pontos) - eletroeletrônicos 60,4% (- 0,3 ponto) - indústria farmacêutica 73,3% (- 2,5 pontos) - saneamento básico 38,8% (- 1,4 ponto) - energia elétrica 26,9% (- 0,7 ponto) - indústria digital 67,7% (- 0,2 ponto) - gás 53,1% (- 3,2 pontos) - seguradoras 63,9% (- 2,3 pontos) - telefonia fixa 38,6% (- 2,3 pontos) - bens de consumo 67,4% (- 3,1 pontos) - hospitais e laboratórios 57,3% (- 10,3 pontos) - transportes metropolitanos 31,6% (- 3,8 pontos) - telecom 23,6% (- 6 pontos) Os demais setores analisados registraram alta: - supermercados 75,5% (+ 3,8 pontos) - vestuário 75,5% (+ 1,5 ponto) - construtoras 52,4% (+ 7,3 pontos) - convênios médicos 58,3% (+ 10,2 pontos) - aviação 64,3% (+ 2,4 pontos) - drogarias 77,9% (+ 0,1 ponto) - bancos 47,1% (+ 4,7 pontos).

fonte: Veículo: Portal Segs
Editoria: Notícias
Data: 17/3/2013

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Médicos fazem protesto nacional




Os médicos credenciados junto às operadoras e aos planos de saúde se mobilizam para suspender o atendimento no dia 21 de setembro, em todo o país. Dessa vez, o alvo serão as operadoras que se recusaram a negociar a revisão dos honorários ou que apresentaram propostas consideradas irrisórias. 

A paralisação é um desdobramento direto do ato de 7 de abril, quando houve mobilização nacional dos médicos  contra os problemas observados na saúde suplementar.  

A escolha será feita com base no desempenho das negociações no âmbito estadual, sendo que uma lista com as empresas selecionadas será divulgada uma semana antes do protesto entre os médicos da região. 

“O nosso movimento já é vitorioso, pois tem conseguido rearticular as entidades médicas de todo o país em torno do objetivo comum dos médicos. Dentre eles, a nossa relação com os planos de saúde e a busca do atendimento ético aos nossos pacientes”, pontuou o coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU) e vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá. 
 
Um dia antes da paralisação (20/9), os médicos concederão uma coletiva de imprensa para expor as reivindicações da categoria. As entidades também solicitarão uma audiência com o ministro Alexandre Padilha.Outra estratégia em preparo envolve a veiculação de mídia para orientar médicos e a sociedade sobre os objetivos da paralisação. 

A categoria exige das operadoras a revisão dos valores pagos por consultas e outros serviços, tendo como parâmetro e referencia a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Também cobram o fim da interferência anti-ética das operadoras na autonomia do profissional.  

No entanto, a reorganização da própria assistência suplementar e sua relação com os médicos também está na pauta dos profissionais.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Novo Código de Ética Médica

Depois de alguns anos de estudo foi divulgado recentemente o novo Código de Ética Médica , elaborado pelo Conselho Federal de Medicina , e que traz uma série de alterações importantes. A maior parte destas mudanças está relacionada à utilização de recursos tecnológicos nas práticas médicas e também atingir um número maior de profissionais, inclusive aqueles que atuam em cargos de gestão, pesquisa e ensino.




A mudança é muito importante e , de imediato, atingirá cerca de 300 mil médicos que atuam em todo o País e que devem estar atentos à diversas alterações comportamentais preconizadas pelo Novo Código.



O Código atualizado contém 14 capítulos e 118 artigos que tratam dos direitos dos pacientes e dos médicos , incluem tópicos de responsabilidade profissional , relação com pacientes e familiares, doação e transplante de órgãos, relação entre médicos,sigilo profissional, prontuários,pesquisa e publicidade médica.



Um dos aspectos fundamentais deste novo código é levar em conta a autonomia e o direito de esclarecimento do paciente em relação à patologia, além de reconhecer com maior clareza o processo da terminalidade da vida.



Com relação à autonomia, por exemplo, o médico deverá aceitar as escolhas de seus pacientes , desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas, inclusive nas questões referentes ao diagnóstico e terapêutica. Nesse caso por exemplo, o paciente poderá questionar por exemplo a indicação de um laboratório para realização de exames, por exemplo, podendo optar por outro de sua preferência.



Na prática, o que vêm ocorrendo é o médico fazer a solicitação de exame sem especificar laboratório ou serviço, apenas recomendado um ou outro serviço quando esta informação é solicitada pelo paciente.



Com relação à publicidade médica o capítulo XIII diz que, na divulgação dos serviços médicos , o profissional deverá incluir obrigatoriamente o número da inscrição do CRM. Os anúncios de estabelecimentos de saúde devem constar o nome e o número de registro do diretor técnico.



Um dos aspectos polêmicos têm sido o relacionamento dos médicos com os laboratórios. Por mesmo, no que diz respeito às publicações científicas , quando docente ou autor o médico deve declarar se tem relações com a indústria de medicamentos, órteses e próteses, equipamentos, etc. e outras que possam configurar conflitos de interesse, ainda que em potencial. Esse aspecto é abordado no artigo 119 do Capítulo XII, sobre Ensino e Pesquisa Médica.



No que diz respeito à responsabilidade subjetiva há uma recomendação de que a mesma não possda ser apenas presumida, ou seja deve ser provada para que o médico seja penalizado – por omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. Esse tópico é de suma importância porque assume e reconhece de que na área médica os resultados de cura não são garantidos.



No processo de reformulação do novo código, além de serem consideradas as mudanças sociais, jurídicas e científicas, os responsáveis pelo trabalho também analisaram os códigos de ética médica de outros países e consideraram elementos de jurisprudência. Foram consideradas também contribuições enviadas por médicos de todo o País.

(Para saber mais sobre o Novo Código de Ética médica visite o site do CFM http://www.cfm.org.br/ )