segunda-feira, 18 de março de 2013

Índice Nacional de Satisfação do Consumidor: Laboratórios




Com queda, em fevereiro, de 10,3 pontos percentuais (de 67,6% em janeiro para 57,3%), o setor de hospitais e laboratórios fechou o mês com o menor nível de satisfação desde abril de 2012. A informação é do Índice Nacional de Satisfação do Consumidor, medido pela ESPM e criado pelo professor pesquisador da escola, Ricardo Pomeranz.

Na análise de 96 empresas de 24 setores, o indicador fechou o segundo mês do ano com retração de 0,6 ponto percentual, atingindo 43,4%. De acordo com o estudo, a queda na satisfação está diretamente relacionada à Operação Lava Rápido, da Polícia Federal, que mostrou a intenção de uma quadrilha de roubar processos da Secretaria da Fazenda para tentar oferecer serviços de redução de multas e até eliminação dos processos.

Também chamam a atenção as reclamações dos consumidores com os serviços prestados pelas empresas do setor, principalmente filas e longas esperar para realizar exames ou obter resultados. Neste segmentos, são analisados Albert Einstein, Dasa, Fleury e Clínicas POA. Convênios médicos As ações de patrocínio esportivo anunciadas por algumas operadoras de convênios médicos colaboraram para o aumento de 10,2 pontos percentuais na satisfação do consumidor com este setor, que passou de 48,1% em janeiro para 58,3% em fevereiro.

O investimento maciço em marketing foi visto, pelos internautas, mais do que uma simples ação de comunicação, mas como “uma parceria que vai além do imediatismo”. As empresas pesquisadas são Amil, Unimed, Intermédica e Golden Cross.

Primeiro e único indicador brasileiro com dados totalmente levantados na internet, o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor registrou, em fevereiro, queda na avaliação de 17 dos 24 setores pesquisados: - lojas de departamento 61,6% (-2 pontos percentuais) - indústria automobilística 60,2% (- 3 pontos) - bebidas (- 1,1 ponto) - personal care 76,1% (- 2 pontos) - alimentos 72,4% (- 4,5 pontos) - eletroeletrônicos 60,4% (- 0,3 ponto) - indústria farmacêutica 73,3% (- 2,5 pontos) - saneamento básico 38,8% (- 1,4 ponto) - energia elétrica 26,9% (- 0,7 ponto) - indústria digital 67,7% (- 0,2 ponto) - gás 53,1% (- 3,2 pontos) - seguradoras 63,9% (- 2,3 pontos) - telefonia fixa 38,6% (- 2,3 pontos) - bens de consumo 67,4% (- 3,1 pontos) - hospitais e laboratórios 57,3% (- 10,3 pontos) - transportes metropolitanos 31,6% (- 3,8 pontos) - telecom 23,6% (- 6 pontos) Os demais setores analisados registraram alta: - supermercados 75,5% (+ 3,8 pontos) - vestuário 75,5% (+ 1,5 ponto) - construtoras 52,4% (+ 7,3 pontos) - convênios médicos 58,3% (+ 10,2 pontos) - aviação 64,3% (+ 2,4 pontos) - drogarias 77,9% (+ 0,1 ponto) - bancos 47,1% (+ 4,7 pontos).

fonte: Veículo: Portal Segs
Editoria: Notícias
Data: 17/3/2013

domingo, 3 de junho de 2012

O Crescimento do DASA e a Radiologia Brasileira

O Grupo DASA especializado em medicina diagnóstica atingiu a receita de R$ 609,5 milhões no primeiro trimestre, o que representou um crescimento de 10,4 % em relação ao 1º trimestre de 2011. Este é um dos primeiros resultados anunciados após a reviravolta ocorrida recentemente que culminou com a ida do radiologista Romeu Cortes para a Posição de CEO acumulando a Presidencia do Conselho de Administração da empresa. 


O Grupo DASA - Diagnóstico das Américas , desde sua criação teve uma receptividade bastante polêmica entre os radiologistas. Desde o ano 2000 com a incorporação da tradicional rede de laboratórios Lavoisier de São Paulo pelo Grupo Delboni Auriemo, teve início a trajetória do Grupo Diagnóstico das Américas. Desde então a empresa segue numa sucessão de incorporações em várias localidades do País, como Rio de Janeiro e Curitiba, Goinânia. Em 2004 a empresa empreende um bem sucedimento lançamento de oferta de ações na Bolsa de Valores, tornando-se a mais capitalizada empresa diagnóstica do País.


Desta forma  , muitos profissionais que serviam os laboratórios incorporados passaram a atender no DASA e o volume de exames diagnósticos por imagem aumentou significativamente.No ano de 2008 foi indicado o nome de Marcelo  Noll Barbosa para a Presidência do grupo e a implantação de um sistema de governança corporativa mais estruturada com os sócios proprietários participando decisivamente do Conselho de Administração. No ano de 2009 , para reforçar o Conselho Administrativo entra o Professor Giovanni Cerri , atual Secretário de Estado da Saúde de São Paulo e na época chefe do Serviço de Radiologia do INRAD - Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da USP de São Paulo. Além disso é indicado o Dr. Renato Mendonça que era ligado ao Grupo Medimagem da Beneficiência Portuguesa de São Paulo e Vice-Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia.


Neste mesmo período ocorre um episódio importante: o Dr. Renato Mendonça candidata-se à Presidência do Colégio Brasileiro de Radiologia com eleição marcada para o Congresso Brasileiro realizado no Rio. Nessa mesma época mais laboratórios são incorporados no Rio outros laboratórios dentre estes o CDPI que têm à sua frente o Dr. Romeu Cortes também membro do Colégio Brasileiro de Radiologia.


Um certo temor espalha-se entre os radiologistas e divulga-se que o DASA vai incorporar todos os principais laboratórios de imagem do País e controlar os preços de exames e salários dos médicos. Um candidato de oposição Dr. Manoel Aparecido, de Brasília, apresenta-se ao Colégio Brasileiro de Radiologia e vence as eleições. Desde então ocorre uma espécie de divisão entre os radiologistas brasileiros - de um lado aqueles que são ligados às Sociedade de Radiologia dos grandes centros como Rio e São Paulo , e de outro lado radiologistas de outras localidades do País como o Paraná , Brasília, Rio Grande do Sul , Minas...etc...


O Dr. Romeu desde o início assume uma certa liderança no Conselho Administrativo do DASA e a gestão de Marcelo Noll começa a ser questionada apesar de alguns bons resultados econômicos obtidos. Neste momento - início de 2012 - o DASA dá mais uma reviravolta e o Presindente do Conselho de Administração Romeu Cortes assume também a Presidência do Grupo , contrariando os fundamentos de Governança Corporativa do IBGC , onde os proprietários devem , prioritariamente atuar de forma estratégica e os executivos contratados fazem a gestão.


E agora divulga-se o resultado  financeiro que demonstra o crescimento o DASA e a hegemonia que o grupo mantam na área de diagnóstico por imagem no País. Apenas em lembrete: em breve teremos novas eleições do CBR e mais uma vez grupos articulados contra e a favor preparam-se para um enfrentamento. Outro lembrete: na prática nem o DASA apertou a situação dos radiologistas tornando pior a situação destes profissionais ( pelo menos por enquanto) e nem o Colégio Brasileiro de Radiologia tomou qualquer medida que fosse eficaz no sentido de quebrar uma eventual hegemonia do grupo e "proteger" os radiologistas.






Omar Genha Taha
Editor do Radiology.com.br