Uma das questões fundamentais do processo de gestão é mapear dentro da empresa as competências desenvolvidas e de que forma podem ser otimizadas.
A Gestão por Competência surgiu para atender à estas demandas e para responder à determinadas particularidades do cenário empresarial. As exigências do mercado concorrencial de uma política constante de implementar inovação , diferenciação e agilidade nos processos gerenciais associada à necessidade de aprendizado contínuo e lidar com questões inéditas que surgem no conteúdo organizacional propiciou o desenvolvimento desta nova metodologia de gestão.
O foco é no desenvolvimento das competências e aquisição de novos conhecimentos , fortes indutores de diferencial competitivo sustentavel empresarial. Parte-se do princípio de que a posse de recursos exclusivos e de difícil imitação confere à organização este diferencial. Tais recursos são representados pelos conhecimentos e competências das pessoas que trabalham na organização.
A Gestão por Competências ( ou Gestão do Conhecimento) parte do princípio de que um dos maiores bens da empresa são as competências desenvolvidas pelos funcionários nas suas diversas atividades. (Svelbi , 1998 , Davenport, 2001,Edvinson e Malone , 2001). Portanto o trabalho principal do gestor é identificar as competências organizacionais críticas, desdobrá-las em competências profissionais e desenvolvê-las junto ao quadro de funcionários/colaboradores.
Estas medidas deverão ser balizadas sempre pela a análise de tendências dos negócios, do mercado e também do desenvolvimento profissional.
O trabalho do gestor deverá estar voltado para alinhamento das competências dos funcionários para as necessidades do mercado.A implantação deste modelo redireciona, portanto todo o empenho dos funcionários no sentido de identificar as necessidades do mercado que se pretende atender e adquirir ou implementar tais competências.
Não é uma tarefa fácil. Implica e mudanças culturais dentro da empresa e muitas vezes leva tempo para implementar uma nova mentalidade. As resistências podem ocorrer, o que é típico nos processos de implementação de novas modalidades gerenciais, particularmente nos quadros mais antigos ou naqueles onde o gap entre as competências adquiridas e as competências necessárias sejam muito grandes.
Um exemplo típico foi a implementação de sistemas PACS nos centros de diagnóstico por imagem onde a manipulação dos resultados passou a sere feita de forma digital . Com uma cultura de utilização do filme arraigada nestes centros surgiram uma certa dificuldade de adaptação por parte dos profissionais e resistência de alguns setores.
O foco da implementação deste modelo esta baseado principalmente no diagnóstico/ avaliação destes gaps e constitui função do gestor, após sua identificação, trabalhar no sentido de eliminá-los ou minimizá-los. Dentro desta ótica, suprir esta lacunas ou gaps está relacionado a estimular os profissionais a eliminar "as discrepâncias" entre o que são capazes de realizar e o que precisa ser realizado para atender as necessidades do mercado que a empresa pretende atingir. Neste sentido a educação corporativa e os treinamentos são estratégicos.
Algumas vezes o tempo para implementação deste novo modelo é um pouco longo e depende fundamentalmente da capacitação prévia dos funcionários. Neste sentido, a política de recursos humanos da empresa deve estar muito alinhada com estes objetivos , sob risco de por a perder todo o processo de implementação da Gestão por Competências.
Os resultados, entretanto, não tardarão e devem ocorrer na forma de sustentabilidade e desenvolvimento da empresa inclusive com a eventual mudança de metas e paradigmas da empresa para outro patamar.
*(baseado em artigo de Pedro Paulo Carbone Gerente Executivo do Banco do Brasil)
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Ensine Menos e Aprenda Mais !
* este artigo foi publicado no site da HSM e apresenta uma reflexão tão boa sobre a questão educação nos tempos atuais que resolvi reproduzir aqui.É bom ler e refletir sobre o que esta acontecendo nas escolas e sobre quem de fato esta ensinando e aprendendo , dentro destes novos paradigmas. (OGT)
Em tempos em que a fonte do conhecimento passou a ser a internet e não mais o professor, Gil Giardeli traz uma reflexão sobre as mídias sociais e o futuro da educação no País. Veja mais! O pensador Mark Prensky disse: “A fonte do conhecimento não é mais o professor, mas a internet. A educação mais útil para o futuro não está acontecendo na escola. Está acontecendo depois da escola, especialmente em clubes de robótica e na internet como um todo – está acontecendo nos games.”
Dito isso, vivemos o fim de salas de aulas com espaços geográficos definidos e aulas cronometradas? Como a escola supera o tempo e o espaço, em um mundo imediatista? Como prepararemos as pessoas, para um mundo onde as profissões mudam radicalmente a cada cinco anos? O formato atual da escola ajuda a escolher o futuro de promissores alunos?
Não é a hora de cidadãos globais e conectados encontrarem a educação progressista? “As escolas deveriam ser lugares para se aprender, e não para se ensinar. Em vez de isolar os estudantes, as escolas deveriam encorajá-los a colaborar”, escreveu Don Tapscott no livro “A hora da geração digital”
O educador Jeffery Bannister alfinetou sobre os modelos de educação seculares: “Professores que leem anotações manuscritas e escrevem em quadros negros, assim como alunos que anotam o que eles dizem. Esse é um modelo pré-Gutenberg.”
Eric Mazur da Universidade de Harvard afirma: “Educação é muito mais do que mera transferência de informação. A informação precisa ser assimilada. Os alunos têm de conectar a informação ao que já sabem, desenvolver modelos mentais, aprender a aplicar o novo conhecimento e adaptá-lo a situações novas e desconhecidas.”
Recentemente fui convidado para palestrar para 300 educadores do Grupo “Salesianas” um grupo que reúne dezenas de escolas no Brasil. Administrado por irmãs católicas, que acreditam na educação como grande motor para o futuro.
A educadora Irmã Raquel, abriu o evento e fez um rico paralelo com o livro “Modernidade Liquida” de Zygmunt Bauman, proclamando ”Vivemos um tempo que exige repensarmos velhos conceitos. Dar novas formas ou enterrá-los.” Irmã Raquel, convocou suas amáveis educadoras para dar autonomia, ou seja, independência moral e intelectual para os alunos. Para ensinar que alunos devem desde cedo entender o ato de governar a si mesmo, por meio da autonomia do pensar.
“Professores devem ajudar o outro (aluno) a ser autônomo e Genial.. O professor deve ensinar o que significa coletivo e comunidade – em um mundo onde a individualização reina. Ensinar que a tolerância é tolerar o intolerável – em um mundo onde pessoas morrem pela sua opção sexual, religiosa ou politica. (Irã, Afeganistão e Cuba). Ensinar valores inegociáveis neste mundo, como ética, amor ao próximo, gosto pelo inovar e o pioneirismo.” Esta foi a fala da educadora.
Após ricas discussões, sai de lá com vários questionamentos. Acabou a fase, da aula cronometrada em espaços concretos. O espaço escolar, espalha-se pelo blog do professor, Facebook, Orkut, Twitter, redes sociais dos protagonistas da educação?
Educador e alunos definindo o que é periférico e importante?
E para colocar mais pimenta nesta encruzilhada, não contávamos com as rápidas vias digitais. “No século 21, redes de banda larga serão tão cruciais para a prosperidade econômica e social quanto as redes de transporte, água e eletricidade” disse Hamadoun Touré, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (ITU).
“Conectar regiões rurais remotas à internet e à telefonia móvel, ajudando a libertar os camponeses que vivem da agricultura de subsistência, anteriormente presos ao conhecimento local e aos mercados locais. São novos estudantes, com ensinamentos seculares e locais! Fica claro, que a escola precisa de uma reforma. Ser interativa! Coletiva! Em rede! “Banda largueada”. Como será ensinar para alunos conectados na rede com bandas gigantescas, trocando arquivos, experiências e percepções?
Uma era, onde a simples troca de informação é um motor de grandes mudanças Vivemos o choque entre a era do “seu diploma tem prazo de curta validade” com a pedagogia da era industrial? Do aprendizado em massa à interatividade? Do aprendizado individual ao colaborativo? Da padronização à personalização?
Somente juntos conseguiremos avançar as fronteiras do conhecimento individual para a mentalidade coletiva, saltar para o software da sabedoria das multidões. Vivemos um sopro renovador. São tempos de transição, vamos aprender o “pacifismo, a bondade, o perdão, o amor, a filantropia, a honestidade e a ternura”. No século XXI na era digital precisamos de humanos magnânimos, progressistas, talentosos, sensatos e probos.* Vivemos uma nova música global e como disse Nietzsche “aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a musica.“ Não use velhos mapas para descobrir novas terras! Boa viagem!
Gil Giardelli (Ceo da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para empresas como BMW, Hospital Einstein, Mini Cooper, Grupo Cruzeiro do Sul entre outras. Professor de MBA e Pós graduação da ESPM – São Paulo e Brasília)
*Inspirado no artigo “A libertação no mundo por meio da banda larga” e nos livros “A hora da geração digital” e “Gestação da Terra”.
Fonte:
http://br.hsmglobal.com/notas/58817-ensine-menos-e-aprenda-mais?utm_source=news_digital_200810&utm_medium=news_digital_200810&utm_content=news_digital_200810_ensine-menos-e-aprenda-mais&utm_campaign=news_digital_200810
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