terça-feira, 21 de abril de 2009

Diagnóstico por Imagem da Mama - o livro do Dr. Hélio Camargo Jr.



Muitas publicações têm se dedicado à apresentar os principais métodos de Diagnóstico por Imagem das Patologias Mamárias. O Dr. Hélio Camargo Jr. de Campinas lançou recentemente um livro excelente sobre o tema que busca “auxiliar o médico a otimizar a compreensão e a utilização dos recursos existentes para o diagnóstico da mama”.

O livro que têm o título “Diagnóstico por Imagem da Mama – Uma abordagem integrada” é bastante abrangente e atual discorrendo nas suas 300 páginas sobre temas como Epidemiologia do Câncer de Mama, Como Avaliar a Prática da Imagenologia Mamária – Equipamentos e Controle de Qualidade, Sistema BI-RADS, Mamografia, Ultra-sonografia Mamária, Ressonância Magnética, Como Abordar a Paciente com Nódulo de Mama, Rastreamento, Etapas do Exame Imagenológico Mamário, Elegendo a Melhor Forma de Biópsia Mamária para Cada Caso, Falsos Positivos e Falsos Negativos,Acompanhamento a Curto Prazo, Cistos Mamários, Avaliação Imaginológica dos Linfonodos, Próteses, Implantes e Mamoplastia Redutora, Fluxo Papilar, Estimativa de Risco para Câncer de Mama e Outras Considerações Genéticas, A Questão Emocional com Relação ao Diagnóstico por Imagem dentre outros.

O Dr. Hélio Camargo é Especialista em Imagenologia Mamária , tem os títulos de especialista pelo CBR, Mastologia (TEMA- SBM) e Ginecologia e Obstetricia ( TEGO – FEBRASGO) , diretor do CDE Breast Center ( Departamento de Diagnóstico Mamário do CDE Diagnóstico por Imagem , Campinas, SP). Fez residência em Ginecologia e obstetrícia entre 1981 e 1983 (HC- FMUSP) e, após 10 anos praticando esta especialidade com a de ultra-sonografia, começou a dedicar-se ao diagnóstico por imagem das doenças da mama.

Neste livro, o autor coloca sua experiência com visão integrada da clínica, imagem e diagnóstico cito/histológico das alterações mamárias, buscando compartilhar conhecimentos e auxiliar os colegas no dia a dia da prática clínica. A seleção de tópicos e a forma com que os mesmos foram expostos no livro dão uma visão bem prática e atual do diagnóstico mamário, sem complicar o tema e ao mesmo tempo sem perder as referências científicas essenciais.

O autor busca assessorar também aqueles que se aventuram na montagem de um serviço de imagem mamária o que, todos sabemos, é um empreendimento que requer boa dose de pesquisa, dedicação e investimentos de todo o tipo. Poucas são as publicações que se propõe a tratar desse tópico importante, já que muitas vezes os especialistas bem posicionados não têm interesse em mostrar o “caminho das pedras” para os mais jovens.Não é esse o caso do Dr. Hélio Camargo Jr. que apresenta uma série de informações relevantes para estruturação de um Serviço. Desta forma, estimula o desenvolvimento da Imagem Mamária no País o que é muito importante nesse momento em que tantos recursos são disponibilizados para o setor.


Dr. Omar Genha Taha
Médico Radiologista
Diretor do Radiology.com.br


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cada vez mais digital!

O Brasil está se tornando,definitivamente um País cada vez mais digital.O número de brasileiros que acessam a internet cresceu seis pontos percentuais em relação à 2006, chegando à 34% em 2007.De todos os domicílios do País, 24% já contam com um computador. Esses dados foram apresentados na Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil 2007, publicada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Criado há dois anos o CETIC.br vêm se tranformando num dos mais efetivos centros de referência sobre informações em internet no Brasil, graças a metodologia de suas pesquisas e monitoramento no comportamento dos diversos tipos de usuários em relação a TI. Este trabalho foi iniciado em 2005 e se repete todos os anos. Pela primeira vez a pesquisa apontou que mais da metade da população consultada (53%) usou computador, sendo que 40% fizeram uso nos últimos três meses. A abrangência da pesquisa é bastante significativa:o a pesquisa se utilizou de entrevistas realizadas em cerca de 17 mil domicílios em zonas urbanas, com pessoas a partir de 10 anos de idade.

O crescimento mais expressivo da aquisição de computadores ocorreu em domicílios com renda entre três e cinco salários mínimos, nos quais a penetração passou de 23% para 40% no período. A proporção de domicílios com computador aumentou proporcionalmente em todas as regiões do país, um dado fundamental na análise demográfica do uso destas tecnologias, considerando-se as aplicabilidades científicas como teleducação, telemedicina, cursos à distância,etc....

Mais da metade dos domicílios com acesso à internet têm banda larga, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Mas 42% ainda têm acesso discado, um tipo de conexão que têm baixo custo, porém  lenta e irregular na transmissão de dados. Das casas com acesso rápido, em 12% a conexão é compartilhada por mais de um computador.

A pesquisa também ressalta o expressivo crescimento no uso de centros de acesso pago, como as lan houses ou internet cafés, que pulou de 30% em 2006 para 49% no ano seguinte. Quanto menor a renda da população, maior é a utilização desses espaços, demonstrando que uma das principais barreiras para uso da internet pelas camadas mais pobres vêm sendo quebrada pela iniciativa de microempresários.  Dos usuários de internet com renda de até um salário mínimo, 78% disseram utilizar a rede por meio desses centros de acesso pago. O acesso no trabalho foi apontado por 24% dos entrevistados.

“Se por um lado, a ausência do computador em casa não impede o uso das tecnologias da informação, também é evidente que a disponibilidade do computador no domicílio pode influenciar a freqüência e a intensidade de seu uso”, apontou Rogério Santanna dos Santos, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e conselheiro do CGI.br, em artigo no relatório.

O secretário destacou também o programa Banda Larga nas Escolas, lançado em abril e que pretende oferecer, até o fim de 2010, acesso rápido à internet a todos os alunos das escolas públicas do ensino fundamental e médio situadas na área urbana das cinco regiões do Brasil.

Um dado expressivo da publicação do Cetic.br é o elevado uso das tecnologias de informação pelo setor privado brasileiro, especialmente entre empresas de grande porte, das quais 95% têm computadores e 92% têm acesso à internet. Destaque também para o crescimento das redes sem fio nas empresas, que passou de 18% em 2006 para 28% no ano seguinte. As vendas on-line e o e-commerce continua turbinado já que o número de companhias que usou a internet para aquisição de bens e serviços chegou a 64%.

Além da internet propriamente dita o relatório fala sobre o uso de celulares e outros indicadores de acesso da população à Tecnologias da Informação como uso de celulares.Dos entrevistados, 66% disseram ter usado telefone celular nos três meses anteriores. O uso foi alto em todas as faixas de renda, com 48% entre os que ganham menos de R$ 380 por mês e 84% entre os acima de R$ 3,8 mil.

Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil 2007 pode ser baixada em formato pdf no endereço www.cetic.br/tic/2007/indicadores-cgibr-2007.pdf. e vale ser analisada por quem se interessa em crescimento tecnológico no País.