quinta-feira, 20 de maio de 2010

Enquanto isso na Unimed...

Bem, enquanto isso, na Unimed - Cooperativa de Trabalho Médico - foram emitidas correspondências à todos os prestadores de serviço de imagem comunicando que a partir do próximo mês os exames acumulados não serão pagos na sua totalidade. Explico: caso o pedido seja de ultra-som endovaginal e mamografia, por exemplo , o primeiro exame - não sei o critério para definir qual o primeiro - receberá 100% do valor acordado ( que não é o da CBHPM - é menor), o segundo 70% e o terceiro 50%.

Portanto ocorrerão descontos nos valores que já tem descontos...

Dá pra entender?

Isso esta ocorrendo devido à um aumento muito grande da "sinistralidade" , termo utilizado pelas seguradoras como evento de utilização do seguro, no nosso caso exames e consultas médicas.

Este fenômeno está ocorrendo em todo o País e ninguém sabe explicar muito bem a causa. O mais evidente , para nós que estamos prestando o serviço , é a vontade do paciente em realizar determinados procedimentos como "rotina " de avaliação ou "check up" , muitas vezes sem necessidade.

Portanto, o cerne da questão de fato , está no relacionamento do segurado com a seguradora que , por vários motivos, quer utilizar o seguro mesmo que não haja uma necessidade explícita de utilização do mesmo.

Se o médico não pede o exame o paciente procura outro, até achar um que peça...

Os valores dos planos são considerados altos pelos usuários; as operadoras alegal que os custos estão cada vez mais elevados tanto na compra dos serviços como na administração.

E os médicos prestadores de serviço ficam espremidos neste embate vendo seus parcos honorários se esvaindo pelo ralo da discussão...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Os candidatos e o CBR

Em artigo divulgado pela SPR o radiologista Hilton Koch divulgou o fato de não ter ocorrido consenso na ultima Assembléia do Colégio Brasileiro de Radiologia e por isso dois candidatos se posicionam para ocupar a Presidência. Os candidatos não foram nominados pelo radiologistas mas todos os militantes desta área imaginam quem sejam.

O mais importante, no entanto não são os candidatos postulantes mas sim o ineditismo da disputa. Antes de mais nada, é preciso afirmar que ambas candidaturas são legitimas e merecem todo respeito e consideração por parte dos associados daquela entidade. Entretanto o que se coloca na análise da inédita disputa é se este fato fortalece ou enfraquece a entidade. Na opinião de alguns enfraquece porque a disputa denota falta de união e de consenso, expõe as diferenças da entidade publicamente e divide em grupos uma entidade já tão fragilizada pelos ataques externos.

Sob outro ponto de vista , a disputa além de legítima, é desejável , na medida em que demonstra a riqueza e diversidade de opiniões e possibilita um debate franco, aberto e objetiovo sobre os destinos da entidade.

Quem é o mais preparado ou capacitado à assumir essa função?

Pergunta muito difícil de ser respondida; ambos são líderes experientes de segmentos importantes da radiologia brasileira e têm todas as condições de desenvolver um bom trabalho frente ao Colégio Brasileiro de Radiologia.

Resta observar e alertar sobre o desânimo dos médicos radiologistas frente ao desgastante relacionamento com os compradores de serviços - convênios e cooperativas médicas - que forçam um aviltamento de preços que esta inviabilizando o exercício da especialidade; resta ressaltar a baixa estima dos colegas que vêm se submetendo à estas imposições numas concorrência desleal e injusta onde, muitas vezes o mais preparado e qualificado é o que perde mais.

Também é importante alertar aos líderes das entidades que esta não pode se distanciar da realidade da base dos profissionais onde estes e outros problemas reclamam soluções urgentes e bem articuladas.

Com a palavra, os candidatos.